PEDRO LARANJEIRAPREFÁCIO

Pedro Laranjeira nasceu em Viseu, em 1945, num 9 de agosto que ficaria bem conhecido do outro lado do mundo; corre-lhe nas veias sangue de Viriato ou, talvez, de um espírito resistente de Nagazaki, dada a força arrebatadora com que tudo tem de viver.

Na adolescência, interrompeu o namoro com o velho continente, atravessou o Atlântico e despiu-se nas areias do Indico onde permaneceu vários anos num êxtase de vida feito de frenesim e aventura.

Em Moçambique aprendeu a amar e foi através desse sentimento que manifestou os primeiros ímpetos para a poesia.

Ali iniciou a carreira de Jornalista mas, insatisfeito com o regime político de então, contra o qual se rebelou várias vezes, em 1972, ávido de coisas novas, regressa a Portugal convicto de que as encontrará.

Nas suas muitas deambulações cruza-se com o 25 de abril de 1974, cujas operações acompanha no terreno como freelancer e faz a reportagem do acontecimento, mais tarde editada em disco, único exemplar sonoro da Revolução.

Imparavel na busca de mais e novos saberes, dedica-se à fotografia profissional, onde uma grande criatividade lhe traz reconhecimento e prestígio.

A sua inquietação, porém, não o deixa ficar por aí...

Curioso, atraído pela filosofia Yoga, interessa-se pelo corpo humano - e porque das mãos lhe emana grande energia, dedica-se à massagem, com resultados surpreendentes.

Mas, para o seu temperamento, é impossível permanecer neste estádio.

Envolve-se então nas novas tecnologias, ciber-transmuta-se em comunicações, internet, informática...

Busca depois numa estação de Rádio, onde dirigiu a informação, uma forma de matar saudades do jornalismo, a sua profissão de amor... mas, logo em seguida resolve perseguir um novo, ou um outro qualquer sonho!

Interpreta poesia de forma genial e como mais ninguém.

Pedro Laranjeira é o "átomo a mais que se animou"... o "vendaval que se soltou"... é feito "do amor que há entre Deus e o Diabo"... e é "POR AQUI" que vai agora, com esta poesia que o revela comprador de sonhos - impulsionado pelo seu próprio PULSAR !

MARIA JOSÉ PERES

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in "PULSAR" © PEDRO LARANJEIRA