Anda-me este PULSAR pulsando na mochila dos caminhos de fim de semana.
Não é todos os dias que se recebe de alguém algo que é tão "ele". Na verdade, não apenas cruzei contigo e através do teu livro algumas vidas que partilhas, como me pareceu ouvir-te dizer, de viva voz, nos sítios mais improváveis a que aqueles fins de semana me levaram, os poemas deste PULSAR.
Depois - e sempre muito longe do literato que não sou - sentir esses poemas quase sempre não redondos, ásperos, pedregosos, de Pedro e de pedra...
Há sempre neles a certeza de um caminho e a incerteza de uma chegada. É um PULSAR inquieto, ríspido talvez, quase ansioso.
É uma dádiva, amigo, que a poesia mostre de nós (de ti) o tanto que a vida esconde...
Fica este teu livro, Pedro, na nossa sala de troféus. Aquela onde só guardamos coisas vivas.
Um abraço... e até novos poemas.