Tenho sono...
este tédio imenso mergulha por mim adentro
e apatiza a essência das coisas que não possuo.
É uma tristeza sem nome, uma dor sem dimensão.
É a ausência da cor, da forma do som sem luz,
é o nada grande e gordo
e o mundo inteiro também.
É o vibrar, o pulsar, o sentir chegar um fim,
passadas ilusórias no tempo perdidas já...
é... sei lá, talvez a morte,
o embotar dos sentidos desmembrados de emoção!
E as horas passam compridas sem nada trazer de novo...
Tudo na vida é longo, pelo poder da inércia...
...já no fim, o infinito encontra-se aqui connosco
e tudo volta de novo ao sono de um tédio imenso...